Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações

A Licenciatura em Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações da Universidade Lusófona de Lisboa pretende:

1. Formar licenciados com fortes capacidades de responder aos desafios colocados pelo mercado de trabalho nas áreas da informática aplicada às telecomunicações e redes, do desenvolvimento de aplicações ao projeto, gestão e instalação de serviços e infraestruturas.
2. Completar essas competências com disciplinas mais avançadas, refletindo os avanços recentes na área das Ciências e Tecnologias de Informação.
3. Desenvolver perfis com fortes competência tecnológicas e humanas, de modo a que os candidatos possam obter um alto grau de empregabilidade no final do 1º ciclo, ou prosseguir os estudos de 2º ciclo com excelentes perspetivas de sucesso.
4. Oferecer um ensino de qualidade assente num corpo docente integrando especialistas e académicos com elevado potencial pedagógico e atividade comprovada em investigação.
5. Proporcionar aos licenciados um amplo leque de escolhas profissionais.

Plano de Estudos

  • 1.º Ano

    1.º Semestre
    • Matemática I

      Esta disciplina abrange os métodos fundamentais de Cálculo associados a funções reais de variável real. É uma área transversal a todas as engenharias e demais cursos de cariz científico. Abrange os métodos clássicos de cálculo diferencial e Integral a uma dimensão.

      DocentesAndré FonsecaSofia FernandesSofia Naique

      Programa

      1. Lógica Matemática

      • Designação e proposição. Valor lógico de uma proposição. Conjunção e disjunção de proposições. Conjunto, interseção e união de conjuntos.

      2. Os números reais

      • Números racionais e irracionais. Ordem e valor absoluto.

      3. Funções reais de variável real:

      • Generalidades sobre funções. Funções polinomiais e racionais. Funções trigonométricas. Função exponencial e logarítmica.

      3. Limite:

      • Definição e propriedades de limites de uma função. Continuidade de funções.

      4. Derivada:

      • Interpretação geométrica. Regras de derivação. Derivadas de ordem superior.

      5. Estudo global de uma função:

      • Monotonia e extremos relativos. Concavidade e pontos de inflexão. Assíntotas. Gráficos.

      6. Integração:

      • Primitiva imediata. Primitivação por substituição e por partes. Integral definido, teorema fundamental do cálculo. Aplicações da integração (áreas de figuras planas).

      Objetivos

      Esta disciplina confere a(o) aluna(o) conhecimentos que lhe permitam utilizar, de forma criativa, autónoma, e em contextos diversificados:

      OA1: a linguagem simbólica matemática e o raciocínio matemático;

      OA2: os conceitos e resultados fundamentais do cálculo diferencial, de modo a que possa proceder ao estudo de uma função real de variável real; OA3: os métodos de primitivação:

      OA4: as noções fundamentais do cálculo integral, de modo a que possa calcular integrais simples e determinar áreas de domínios planos.

    • Fundamentos de Programação

      Esta é uma disciplina fundamental na formação de qualquer profissional da área de Informática pois introduz os conceitos básicos da programação, sobre os quais assentarão muitas disciplinas subsequentes como Linguagens de Programação I e II, Algoritmia e Estruturas de Dados, Programação Web, Computação Móvel, etc. Mais do que aprender uma linguagem de programação, o aluno aprende a pensar como um programador, analisando problemas e desenhando algoritmos que os resolvam recorrendo a fluxogramas e a programas escritos em Kotlin, uma linguagem promissora que combina as melhores características das linguagens modernas mais populares (Java, Python, etc.)

      Dado ser o primeiro contacto de muitos alunos com o tópico da Programação, reveste-se de uma importância especial na aquisição de conhecimentos primordiais mas também na sua motivação. Mais do que aprender a programar, os alunos aprendem a gostar de programar.

      DocentesPedro Alves, Brena Lima, Bruno Saraiva, Lucio Studer, Rodrigo CorreiaWellington Oliveira

      Programa

      • Introdução à programação
      • Algoritmos, fluxogramas, pseudo-código
      • Sintaxe e semântica das linguagens
      • Elementos da sintaxe, estrutura de um programa
      • Declarações e atribuições
      • Tipos primitivos
      • Expressões aritméticas, expressões lógicas
      • Entradas e saídas de dados
      • Selecção
      • Repetição
      • Funções
      • Arrays uni-dimensionais e bi-dimensionais
      • Tratamento de erros
      • Leitura e escrita de ficheiros
      • Boas práticas de programação imperativa

      Objetivos

      O objectivo desta unidade curricular é fornecer aos futuros profissionais na área da informática as bases para que possam iniciar (de um modo disciplinado) a actividade de programação.
      O aluno começa por desenvolver a capacidade de raciocínio algorítmico recorrendo a fluxogramas.
      O aluno deverá ser capaz de traduzir esses fluxogramas numa linguagem de programação imperativa. Concretamente, o aluno deverá conhecer a sintaxe básica de Kotlin que lhe permitam criar programas simples de linha de comando.
      Finalmente, o aluno deve conseguir analisar e avaliar programas feitos por outras pessoas (colegas, professores, etc.).

    • Sistemas Digitais

      Esta unidade curricular visa apresentar aos estudantes os conceitos básicos conducentes à compreensão de Unidades Curriculares mais avançadas, nomeadamente no domínio da arquitetura de computadores. Tem ainda como objetivo potenciar o desenvolvimento do racíonio lógico.

      DocentesJoão P. CarvalhoCarlos FernandesDaniel FernandesSérgio Ferreira

      Programa

      1. Códigos numéricos e Sistemas de Numeração (5%) Circuitos Lógicos Básicos (5%)
      2. Álgebra de Boole (10%)
      3. Funções Lógicas (10%)
      4. Circuitos Combinatórios Básicos( 15%)
      5. Circuitos Digitais com Memória (25%)
      6. Síntese de Circuitos Sequênciais Elementares (25%)


      Objetivos

      Os conteúdos programáticos são adequados aos objectivos da disciplina tendo em conta a actualidade e o processo de Bolonha tendo uma forte componente prática laboratorial. A matéria das aulas teóricas está devidamente actualizada e adaptada ao perfil dos alunos para o 1º ano do Curso de Engenharia segundo o protocolo de Bolonha.
      O responsável pela disciplina tem vindo a fazer evoluir os conteúdos programáticos ao longo dos anos em face da experiência profissional e académica próprias, tendo sempre presente o conteúdo programático das escolas de referência para as matérias leccionadas.

    • Fundamentos de Física

      Mecânica clássica, eletrostátíca e corrente contínua.

      DocentesCristiane FerreiraAlexander MikovicCristina Guerra

      Programa

      1. Grandezas físicas, dimensões e sistemas de unidades.
      2. Referencial, posição e trajetória. Movimento unidimensional.
      3. Movimento no espaço. Projéteis e movimento circular.
      4. Leis de Newton. Tipos de forças, força gravitacional.
      5. Aplicações de Leis de Newton: plano inclinado, rodelas, mola oscilatória, pendulo.
      6. Trabalho. Forças conservativas e energia potencial.
      7. Conservação da energia mecânica.
      8. Centro de massa, impulso e momento linear. Colisões.
      9. Momento de uma força, momento de inércia e momento angular.
      10. Lei de Coulomb, campo elétrico.
      11. Potencial elétrico e capacitores.
      12. Corrente elétrica e resistência elétrica.
      13. Circuitos elétricos. Leis de Kirchhoff.

      Objetivos

      Compreensão do movimento dos corpos, ou seja, cinemática. Compreender as forças que atuam sobre os corpos e resolver as equações do movimento, ou seja, a dinâmica. Compreender o trabalho e a energia. Entendendo o campo elétrico e o potencial elétrico, ou seja, eletrostática. Compreender as correntes elétricas e resolver circuitos com correntes elétricas contínuas.

    • Matemática Discreta

      A Matemática Discreta como curso destinado a alunos do primeiro ano, contém um capítulo preliminar onde, de forma informal são abordados alguns aspectos da Lógica Matemática.

      O capítulo preliminar permitirá aos alunos detectarem erros de raciocínio que surgem, com alguma frequência no dia-a-dia. Este capítulo tem ainda o mérito de fazer a ligação entre a Matemática e a língua portuguesa. O aluno terá a oportunidade de ser confrontado com alguns aspectos da sintaxe da língua portuguesa.

      A Matemática Discreta familiarizará o estudante com a linguagem da teoria intuitiva dos conjuntos.

      O estudante terá a oportunidade de adquirir capacidade para operar com linguagens formais e para identificar linguagens regulares, além de adquirir competências que permitem utilizar gramáticas formais e autómatos finitos como mecanismos geradores de linguagens.

      DocentesTeresa AlmadaSlavisa Tomic

      Programa

      1. Algumas questões de linguagens: Alguns conceitos básicos de Lógica. Operações lógicas. Linguagem simbólica da Matemática.
      2. Elementos da Teoria Intuitiva de Conjuntos:  Representação de conjuntos. Operações com conjuntos. Generalidades sobre relações binárias. O conceito de função. Conjuntos equipotentes. Conjuntos finitos. Operações com relações binárias. Relações de equivalência. Conjunto quociente. Partição de um conjunto. 
      3. Linguagens Formais. Generalidades. Operações com linguagens. Monoide livre das palavras sobre um alfabeto finto. Propriedade universal. Fecho e fecho positivo de uma linguagem. Linguagens regulares. Gramáticas formais. Generalidades. Derivação.  Linguagem gerada por uma gramática. Gramáticas regulares.
      4. Autómatos Finitos: Generalidades. Autómato determinístico e não determinístico. Linguagem reconhecida por um autómato. Linguagem reconhecível.

      Objetivos

      Fornecer elementos básicos de lógica com vista à eliminação de erros de raciocínio. Familiarizar o aluno com a linguagem da teoria intuitiva de conjuntos. Identificar conjuntos finitos e conjuntos infinitos. Saber calcular o cardinal de alguns conjuntos finitos. Dar formação que permita operar com linguagens formais e identificar linguagens regulares. Adquirir competências que permitam utilizar gramáticas e autómatos finitos como mecanismos geradores de linguagens.

    2.º Semestre
  • 2.º Ano

    1.º Semestre
    • Sinais e Sistemas

      É uma disciplina obrigatoria, de base da engenharia. As noções de sinais e de sistemas são comuns a
      uma grande variedade de áreas científicas. Os métodos e as técnicas que lhes estão associados
      desempenham um papel importante em áreas tão diversas da ciência e da tecnologia tais como Redes
      de Comunicações, Projecto de Circuitos, Controlo, Sistemas de Geração e de Distribuição de Energia,
      Controlo de Processos Químicos, Acústica, Sismologia, etc. Embora provenientes de disciplinas de
      índole tão diversa, e correspondendo a fenómenos físicos de natureza completamente diferente, ao
      estudo dos sinais e dos sistemas está associado o desenvolvimento de um formalismo básico comum.

      Docentes

      Programa

      1. Sinais e sistemas;
      2. Sistemas Lineares e Invariantes no Tempo (SLITs);
      3. ransformada de Z;
      4. Transformada de Fourier Discreta;
      5. Resposta no Tempo de SLITs Causais;
      6. Equações às diferenças;


      Objetivos

      Pretende-se:
      – Introduzir os fundamentos da Teoria dos Sinais e dos Sistemas Lineares e Invariantes no Tempo.
      Desta forma, o aluno ficará capacitado a compreender, desenvolver e projectar sistemas de controlo,
      que podem ser aplicados a diversas áreas da engenharia.
      – Desenvolver uma compreensão abrangente dos conceitos de sinais e sistemas, que permitam, ao
      aluno, a intervenção em sistemas de áreas distintas, mas regidos pelos mesmos princípios matemáticos
      fundamentais.
      – Adquirir a capacidade de analisar e manipular sinais e sistemas lineares e invariantes no tempo através
      das suas representações no domínio do tempo, frequência, e das transformadas de Z e de Fourier
      Discretas. Estas competências são fundamentais, para o projecto e desenvolvimento de algoritmos de
      compressão e codificação de dados (e.g., áudio, vídeo, texto, etc.)

    • Linguagens de Programação II

      Esta UC é o culminar de um caminho iniciado em Fundamentos de Programação e aprofundado em Algoritmia e Estruturas de Dados, solidificando os conhecimentos de programação. Com um foco no desenvolvimento e manutenção de programas de elevada complexidade, o paradigma imperativo deixa de ser suficiente e são abordados os paradigmas orientado a objectos e funcional. São igualmente abordados conceitos adjacentes à fase de implementação, como o controlo de versões, os testes unitários e funcionais, a cobertura de código e outras métricas de qualidade. Esta é uma UC fundamental na formação de qualquer profissional da área de Informática, pois fornece um conjunto de conhecimentos e ferramentas que serão essenciais nos projectos empresariais em que estes alunos virão a estar inseridos.

      DocentesPedro AlvesBruno Cipriano, Duarte Neves. 

      Programa

      • Paradigmas de programação
        • Imperativo, funcional, orientado a objetos
      • Conceitos de programação por objectos
        • Entidades, Atributos, Acções
        • Classe vs Objecto, Principio do encapsulamento
        • Herança, polimorfismo, parametrização por herança, composição
        • UML
          • Diagramas de classes
      • Java orientado a objectos
        • Classes, objectos, variáveis
        • Construtores, métodos
        • Visibilidade, Exceptions
        • Estruturas de dados: Arrays, Lists, Maps
        • Herança, classes abstractas
        • Input/Output
      • Testes unitários
        • JUnit
      • Controlo de versões
        • Git, Github
      • Padrões de desenho
        • Factory, Singleton, Observer/Observable, Composite
      • Conceitos de programação funcional em Kotlin
        • Funções puras, lambdas, funções de primeira ordem, iteração interna, operações com listas
      • Boas práticas de programação multi-paradigma

      Objetivos

      Esta UC tem como objetivo apresentar uma visão multi-paradigma da programação. São analisados e comparados os 3 paradigmas mais populares: imperativo, orientado a objectos e funcional. Os alunos revêm conceitos da programação imperativa e adquirem conceitos fundamentais da programação orientada a objetos (herança, encapsulamento, polimorfismo, etc.) e da programação funcional (lambdas, funções de 1a ordem, etc.) de forma a que consigam aplicá-los em projetos de desenvolvimento de software complexo usando linguagens de programação modernas multi-paradigma (Java, C#, Python, Kotlin, JavaScript).
      Ao longo do semestre, os alunos são consciencializados para a necessidade de redução de custos de manutenção através de melhorias na qualidade do software produzido e aplicação de boas práticas tirando partido das vantagens específicas de cada paradigma. São igualmente expostos a ferramentas essenciais no desenvolvimento moderno de software, como controlo de versões e testes unitários.

    • Bases de Dados

      Esta unidade curricular tem por objetivo apresentar a importância da Gestão de Dados no seio de uma empresa, de forma a garantir quer a operação diária de negócio, bem como o apoio à decisão estratégica.

      Nesta unidade reforçar-se-á o enquadramento de estruturação e metodologias de criação das bases de dados.

      DocentesRui RibeiroJoão CaldeiraLuis A. Gomes

      Programa

      O programa da unidade curricular é:
      A) Componente Teórico

      • Introdução
      • Modelo de relacionamento entre entidades
      • O modelo relacional
      • Refinamento de esquema: Conceito de normalização e transações
      • Arquitetura de SGBD e algum SQL Avançado

      B) Componente Prática

      • Introdução à linguagem SQL;
      • Instruções: DDL, DML (DQL) e DCL
      • Operações: WHERE, ORDER BY, GROUP BY;
      • Conceito avançados em SQL: Controlo de erros
      • Operadores Relacionais: União, intersecção e Subtracção
      • Produto Cartesiano (externo)
      • Queries complexos (filtro com valores agregados) e sub-queries
      • Set DDL; Instrução CREATE; Tipos de dados; Nulidade; Instruções ALTER e DROP
      • INDICES e VIEWS
      • Controlo de erros: estrutura TRY¿CATCH
      • Procedimentos (SP) e Triggers
      • Operações com tabelas: Cursores

      Objetivos

      São objetivos dotar os estudantes dos conhecimentos teóricos e práticos necessários à concepção, construção e análise de bases de dados relacionais: nomeadamente obter as seguintes aptidões e
      competências:
      1. Compreender as razões de implementação de bases de dados relacionais no mundo empresarial
      2. Transpor de uma análise de requisitos para um modelo entidade-associação para desenhar bases de dados;
      3. Aplicar os conceitos do modelo relacional de bases de dados, transformando o modelo entidade-associação, em modelo físico de dados;
      4. Aplicar as técnicas de normalização de tabelas;
      5. Compreender arquitetura e principais componentes de Sistemas de Gestão de Bases de Dados;
      6. Utilizar a linguagem SQL base e avançado para a criação, consulta e modificação de bases de dados;

    • Sistemas Operativos

      O objectivo desta UC é o de apresentar os princípios fundamentais dos Sistemas Operativos, de forma a permitir uma compreensão detalhada da sua arquitectura e funcionamento, dando aos alunos os conhecimentos e capacidades para utilizar, configurar e optimizar este componente fundamental dos sistemas informáticos.

      Docentes: João Craveiro, Daniel M. SilveiraJoão Madeira

      Programa

      • Introdução a Sistemas Operativos
      • Processos
      • Threads e concorrência
      • Escalonamento do CPU
      • Sincronização de processos
      • Deadlocks
      • Gestão de Memória
      • Gestão de armazenamento em massa
      • Sistema de ficheiros
      • Virtualizacao

      Objetivos

      No final da cadeira, os alunos deverão:

      • Conhecer os princípios dos Sistemas Operativos actuais e identificar os vários componentes que o constituem.
      • Conhecer os algoritmos fundamentais em que assentam os principais componentes de um Sistema Operativo assim como as suas optimizações mais atuais.
      • Programar exemplos ilustrativos de alguns algoritmos mais representativos (escalonador, sistema de ficheiros, etc..)
      • Tirar partido da utilização directa das interfaces sistema para o desenvolvimento e optimização de aplicações complexas.
    • Fundamentos de Telecomunicações

      É uma disciplina obrigatoria para alunos do ramo de telecomunicações do curso. È a disciplina onde os alunos se cruzam pela primeira vez com os conceitos fundamentais de comunicação analogica and digital.

      DocentesJoão CantoDaniel Fernandes

      Programa

      1.Introdução.Modelo de um sistema de Telecomunicações.2. Sinais (revisão).Introdução aos processos estocásticos.Caracterização.Modelos de ruído.3.Modulação analógica de portadoras sinusoidais.AM e FM. Sinais e ruído passa-banda.Desempenho face ao ruído.4.Digitalização de fontes analógicas – sistemas PCM.Amostragem e Quantização.Erro e ruído de quantização.5.Modelo de uma fonte digital. Medida de informação e entropia. Introdução ao problema da codificação de fonte. Codificação de Huffman.


      Objetivos

      O principal objectivo da disciplina é o de transmitir aos alunos os conceitos base de telecomunicações bem como introduzir as principais ferramentas matemáticas e computacionais para o seu tratamento. Pretende-se:
      – Introduzir os fundamentos de modulações analógicas, modulação por pulsos e codificação de fonte. Desta forma, o aluno ficará capacitado a compreender, desenvolver e projectar sistemas analógicos de telecomunicações.
      – Desenvolver uma compreensão abrangente dos conceitos de telecomunicações, que permitam, ao aluno, a intervenção em sistemas de áreas distintas, mas regidos pelos mesmos princípios matemáticos fundamentais.
      – Adquirir a capacidade de analisar e manipular sinais e sistemas lineares e invariantes no tempo através das suas representações no domínio do tempo, frequência, e da transformada de Fourier. Estas competências são fundamentais, para o projecto e desenvolvimento de algoritmos de compressão e codificação de dados (e.g., áudio, vídeo, texto, etc.).

    2.º Semestre
  • 3.º Ano

    1.º Semestre
    • Engenharia de Software

      A Engenharia de Software ensina o desenho, escrita de código e testes, e manutenção de programas que têm um propósito de resolver problemas complexos com soluções eficientes e seguras. Todas as unidades curriculares anteriores tem um maior foco na sintaxe e técnicas de programação enquanto nesta unidade curricular os alunos aprendem as técnicas de de desenhar e desenvolver software de uma forma eficiente, legível, modular e escalável.

      Esta unidade curricular é essencial para desenvolver as capacidades de desenho e programação que os alunos vão enfrentar no mercado de trabalho.

      DocentesJosé Cascais BrásPedro PerdigãoRui Santos

      Programa

      • CP1. Introdução à Engenharia de Software;
      • CP2. Modelos e processos desenvolvimento de software;
        • Modelos Clássicos: Cascata (contexto histórico)
        • Modelos Ágeis: Agile (framework de Scrum)
      • CP3. Modelação de sistemas;
        • Análise de requisitos
        • Diagrama de domínio
        • Diagrama de conceitos
        • Casos de uso
      • CP4. Desenho da arquitectura;
        • Análise
        • Desenho
        • Avaliação
        • Evolução
      • CP5. Desenho e implementação;
        • Padrões UML
        • Princípios de desenvolvimento orientado a objectos: S.O.L.I.D, KISS, entre outros.
      • CP6. Verificação e validação;
        • Conhecer os diferentes tipos de testes
        • Aplicação de testes unitários
      • CP7. Segurança e Confiabilidade
      • CP8. Integração Contínua
        • Vantagens
        • Ferramentas e tecnologias

      Objetivos

      OA1. Compreender os métodos, técnicas e ferramentas para o completo desenvolvimento de um sistema de software, desde a sua conceção até à sua entrega e manutenção.

      OA2. Saber planear, gerir, avaliar e garantir a qualidade do desenvolvimento de projetos de software utilizando os princípios da Engenharia de Software.

    • Data Science

      Esta cadeira tem como objetivo apresentar as técnicas e metodologias fundamentais para a análise de dados na perspectiva interdisciplinar de um Cientista de Dados. Na primeira parte da cadeira, os alunos aprendem sobre a natureza diversa dos dados e o poder simbólico das diferentes estruturas de dados para representar informação. Tal compreensão fundamental leva naturalmente a um segundo momento da cadeira no qual os alunos aprendem como interrogar e extrair informações dos dados e justificar suas escolhas. Durante esta segunda parte, os alunos aprendem sobre inferência estatística, testes de hipóteses, abordagens freqüentistas versus Bayesianas para pensar em dados, correlação e causalidade. Finalmente, na terceira parte do módulo, os alunos aprendem os fundamentos da aprendizagem de máquina por meio da teoria e prática dos métodos de regressão, classificação e redução de dimensionalidade.

      DocentesManuel M. PitaZuil Pirola

      Programa

      Descrição dos conteúdos

      1. Programação Python para Ciência de Dados
      2. Introdução à visualização da informação
      3. Álgebra Linear
      4. Noções básicas da teoria da probabilidade
      5. Inferência estatística e teste de hipóteses
      6. Introdução à aprendizagem de máquina
      7. Regressão logística
      8. Redução da dimensionalidade: MDS e PCA
      9. Redução da dimensionalidade: Fatoração de matriz não negativa
      10. Tópicos atuais em ciência de dados

      Objetivos

      1. Entender as principais técnicas e métodos de programação Python usados por cientistas de dados através da sua prática
      2. Introdução à teoria de visualização de informação, abordagens e técnicas de implementação
      3. Compreender a natureza dos dados desde a perspectiva da Ciência de Dados
      4. Fazer análises exploratórias de dados com implementação em Python
      5. Realizar inferência estatística por meio de testes de hipóteses
      6. Aprender os erros e falácias mais comuns em estatística, e como evitá-los
      7. Entender como um estatístico ou cientista de decisão pensa sobre a solução de problemas com dados
      8. Entender o que é aprendizagem automática: métodos supervisionados e não supervisionados
      9. Compreender e implementar métodos de regressão e classificação
      10. Aprender os fundamentos das métricas de para avaliar o desempenho de um classificador
      11. Compreender e implementar vários métodos de redução de dimensionalidade com várias aplicações
    • Computação Distribuída

      Disciplina focada na construção de aplicações distribuídas, onde se abordam os principais aspetos teóricos e práticos necessários para a construção dessas aplicações.

      DocentesPaulo GuedesSérgio Nunes

      Programa

      1. Introdução. Caracterização, requisitos, arquitectura e funcionalidades
      2. Arquitecturas e Modelos de Comunicação Distribuída. Arquitecturas de sistemas, níveis de software
      3. Comunicação entre Processos Distribuídos (IPC). Características da comunicação entre processos, Invocação, parâmetros e heterogeneidade de dados
      4. Invocação Remota e Objectos Distribuídos. RPC: Modelo de execução. Linguagem de definição de interfaces (IDL). Plataformas de execução: Sun RPC, Java RMI
      5. Nomeação e Serviços de Directório. Tipos de Nomes. Espaços de nomeação. Serviços de Directório (Web, X.500, LDAP)
      6. Web Services (WS). Modelo de Execução Web Services (WS). O protocolo SOAP. Linguagens de definição de Serviços (WSDL)
      7. Segurança. Modelo de segurança. Autenticação. Controlo de acesso
      8. Sistemas de Ficheiros Distribuídos. Arquitecturas de SGF distribuídos. Implementações: NFS e AFS
      9. Transações. Modelo transaccional. Propriedades ACID das transacções. Transacções distribuídas. Protocolo 2-phase-commit


      Objetivos

      Esta unidade curricular tem por objectivo abordar os principais modelos de computação distribuída, começando pelas técnicas fundamentais, apresentando de seguida as tecnologias associadas à invocação remota de objectos e arquitecturas orientadas aos serviços e terminando com os fundamentos de segurança e transações distribuídas.

    • Projeto de Telecomunicações

      O âmbito desta unidade prende-se com o estudo e projecto de infra-estruturas de telecomunicações em
      edifícios, devidamente enquadradas no contexto normativo a ser respeitado em Portugal, a norma ITED
      3, que espelha a legislação europeia actualmente em vigor. A componente de gestão de projectos,
      fundamental em qualquer área de aplicação da engenharia, é introduzida com base na metodologia do
      PMI, sendo abordadas as ferramentas fundamentais, necessárias à gestão de projecto e tomada de
      decisão. A pertinência da unidade no ciclo de estudos, é clara: (i) O projecto e instalação de redes de
      telecomunicações em edifícios, implica o cumprimento de normas específicas, de qualidade e fiabilidade,
      constituindo uma mais valia fundamental para o mercado de trabalho na área das telecomunicações; (ii)
      Os conceitos fundamentais de gestão de projectos, e tomada de decisão, são hoje uma ferramenta
      essencial, aplicada de forma transversal, em todas as áreas da engenharia.

      DocentesJoão Canto

      Programa

      Programa das Aulas Teóricas

      1. Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios (30%)
        1. Requisitos Técnicos Gerais
        2. Classificações Ambientais
        3. Regras Genéricas de Projecto
        4. Adaptação a Fibra Óptica
        5. Regras Genéricas de Instalação
        6. Caracterização de Infraestruturas por Tipo de Edifício
        7. Ensaios
        8. Protecções e Ligações de Terra
        9. Domótica, Videoporteiro e Sistemas de Segurança
      2. Princípios de Gestão de Projectos (30%)
        1. Introdução à Gestão de Projecto
        2. Planificação de Projectos
        3. Implementação de Projectos
        4. Técnicas Fundamentais de Gestão de Projecto
      3. Acompanhamento dos Projectos (40%)

      Programa das Aulas Práticas

      1. Resolução de exercícios de aplicação
      2. Familiarização com as ferramentas de CAD
      3. Acompanhamento da evolução do projecto final
      4. Esclarecimento de dúvidas

      Objetivos

      Pretende-se que o aluno adquira a capacidade técnica para, de forma autónoma, projectar uma
      infraestrutura de telecomunicações num edifício, recorrendo às normas em vigor (ITED3). No âmbito
      desta unidade curricular exigir-se-á ainda ao aluno que seja capaz de planificar e gerir o seu trabalho
      utilizando técnicas básicas de gestão de projectos. Em suma, pretende-se que o aluno adquira fortes
      capacidades de responder aos desafios colocados pelo mercado de trabalho, nas áreas da informática
      aplicada às telecomunicações, nomeadamente no âmbito de projecto e instalação de infraestruturas de
      telecomunicações e redes informáticas. As competências fundamentais a desenvolver ao longo da
      unidade são:

      1. Familiarização com os materiais e componentes utilizados nas redes ITED;
      2. Familiarização com as regras de projecto, dimensionamento e instalação das redes ITED;
      3. Familiarização com a utilização ferramentas CAD;
      3. Familiarização com os conceitos fundamentais de gestão de projectos;

    • Complementos de Rede

      Esta Unidade Curricular (UC) apresenta-se como um complemento à UC Redes de Computadores.

      Enquanto na última são abordadas as camadas de rede, transporte e aplicação, na presente UC de Complementos de Redes discutem-se os fundamentos das redes de comunicação, e as camadas física e de ligação.

      São abordados aspetos fundamentais associados ao desenho e dimensionamento de redes de comunicações, nos mais variados meios de transmissão e tipos de ligação.

      São estudadas também várias métricas de avaliação de desempenho, com o intuito de ganhar sensibilidade quantitativa e qualitativa.

      DocentesHouda Harkat

      Programa

      CP.1. Tutorial Python

      CP.2.Tutorial Django

      CP.3.Redes de comunicações

      CP.4.Camada física

      CP.5.Camada de ligação


      Objetivos

      Pretende-se com esta UC que o aluno compreenda os conceitos fundamentais das redes de comunicação e seja capaz de identificar os problemas que resolvem. Para um conjunto de requisitos e um cenário específico, deverá saber identificar e avaliar comparativamente as diferentes estratégias de desenho e dimensionamento das componentes física e de ligação de uma rede, aplicando métricas adequadas para avaliação de desempenho destas, que levem à escolha da solução ótima que mais se adequa ao contexto.

    2.º Semestre

Objetivos

O objetivo essencial da Licenciatura em Engenharia Informática, Redes e Telecomunicações da Universidade Lusófona consiste em formar licenciados capazes de assumir posições de destaque em projetos de engenharia informática, redes e telecomunicações, assumindo pela sua formação e atitude papéis relevantes na geração de inovação e riqueza.
Para atingir esses objetivos, os estudantes deverão adquirir os seguintes conhecimentos considerados como fundamentais neste domínio:
– Ciências básicas da matemática e física.
– Conceitos fundamentais de informática, incluindo hardware e organização de computadores, linguagens e paradigmas da programação, algoritmos e estruturas de dados, sistemas operativos e sistemas de informação, das telecomunicações e das redes de computadores.
– Compreender e utilizar os modelos de programação na nuvem.

Finalmente, deverão desenvolver atividades de iniciação à investigação na área das Ciências e Tecnologias de Informação, que lhes possibilitem o prosseguimento dos estudos e/ou de enveredar por percursos académicos.

Saídas Profissionais

Universidade Lusófona
ECATI Escola de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação

Departamento de Engenharia Informática e Sistemas de Informação
Edifício F, sala F.1.3
Direção — 217 515 500 (ext: 683)
Serviço de Apoio Tecnico-Admistrativo (SATA) — 17 515 500 (ext: 764)


Lisboa
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376 1749-024 Lisboa, Portugal
Tel.: 217 515 500 | email: info@ulusofona.pt
Porto
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Nº 24, 4000-098 Porto - Portugal
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